No dia do voo, três fontes de dados são comparadas: o CVI, a carteira de vacinação e o microchip lido no leitor (mais a passagem e o documento do tutor). O funcionário da companhia aérea e o agente do país de destino não conhecem o seu Pet: para eles, a única verdade é o papel. Se o número do chip no CVI tem um dígito diferente do que o leitor mostra, aquele certificado, tecnicamente, é de outro animal.
Não existe "deixa passar" nesse ponto, e nem deveria: o sistema inteiro de viagem com animais depende da identificação bater. A boa notícia é que erro de dados é um dos problemas mais recuperáveis do processo: diferente de uma vacina fora de ordem ou de uma espera mal contada, aqui nada precisa ser refeito no Pet. É burocracia, e burocracia se corrige. Se você acabou de encontrar uma divergência, respira: travar assim é comum e tem solução.
A origem de quase tudo isso é a mesma: dados digitados a partir de documentos preenchidos à mão ao longo de meses, por pessoas diferentes. Por isso a conferência final é uma etapa do processo, não um luxo. A lista completa de tropeços dessa fase está em tirar o CVI por conta própria: erros comuns.
CVI com dado errado não se "anota à mão" nem se corrige com carimbo do veterinário particular: o documento precisa ser reemitido pelo Vigiagro, o mesmo órgão que o emitiu. O caminho:
Se o erro estiver em um documento de origem (uma data errada na carteirinha, por exemplo), corrija primeiro a origem com quem a emitiu, e só então reemita o CVI. Certificado novo espelhando documento errado só empurra o problema para o aeroporto.
A melhor correção é a que acontece na hora, com o servidor na sua frente. Antes de sair do Vigiagro com o CVI em mãos, confira item por item:
| Campo no CVI | Conferir contra | Como conferir |
|---|---|---|
| Número do microchip | Certificado do implante e leitura real do chip | Dígito a dígito, os 15 números, de preferência em voz alta |
| Nome completo do tutor | Passaporte e reserva do voo | Grafia idêntica, incluindo nomes do meio e acentos |
| Dados do Pet (nome, raça, cor, nascimento, sexo) | Carteira de vacinação | Todos os campos, sem confiar na memória |
| Datas de vacinação antirrábica | Carteirinha e atestado da aplicação | Data da dose e validade; a data precisa ser posterior ao implante do chip |
| Dados da sorologia (quando houver) | Laudo original do laboratório | Laboratório, data da COLETA e resultado |
| Destino e validade do certificado | Passagem | A validade precisa cobrir a data do embarque |
Dois minutos de conferência no balcão economizam, no pior cenário, uma passagem perdida e dias de reemissão. Esse checklist vale igual para o e-CVI: confira o PDF recebido com o mesmo rigor.
É o cenário que a gente trabalha para você nunca viver, mas a honestidade primeiro: com divergência relevante descoberta no check-in, a chance de embarcar naquele voo é baixa, porque a companhia não tem como corrigir um documento do MAPA. As decisões possíveis são remarcar o voo e correr a reemissão, ou, quando a divergência é mínima, tentar demonstrar a correspondência com os documentos de origem em mãos, o que fica a critério de quem atende.
Por isso a nossa insistência na conferência antecipada. Em mais de 15.000 embarques, a triagem de documentos é a etapa em que mais erros silenciosos são pegos a tempo, e é exatamente o tipo de coisa que quem tentou sozinho mais subestima. O passo a passo completo dessa fase está no guia do processo por conta própria. Se quiser, a gente audita o que você já fez e diz exatamente o que aproveitar.
Solicite a reemissão na unidade do Vigiagro que emitiu o certificado, levando o documento do implante do chip e os demais originais. Não tente corrigir à mão nem viajar assim: no embarque, o número do CVI é comparado com a leitura real do chip, e a divergência barra o Pet.
Pode barrar, dependendo da divergência e de quem confere. A companhia compara o CVI com o bilhete e o passaporte. O seguro é reemitir o certificado com a grafia idêntica à da passagem antes do voo, em vez de contar com a boa vontade do balcão.
O CVI é gratuito, incluindo a correção. O tempo depende da agenda da unidade: erro apontado logo após a emissão costuma se resolver rápido, às vezes no mesmo atendimento. O ponto de atenção é a validade curta do certificado, que precisa continuar cobrindo a data do embarque.
Não. Erro de dados é problema do documento, não do processo. Microchip, vacina, sorologia e exames continuam válidos. A reemissão apenas faz o certificado espelhar corretamente o que já existe. Se o erro estiver em um documento de origem, corrija a origem primeiro.
Leve todos os originais organizados ao atendimento e confira o certificado campo a campo antes de sair do posto: número do chip dígito a dígito, nome idêntico ao da passagem, datas de vacina, dados da sorologia e validade cobrindo o embarque. A correção mais barata é a feita com o servidor ainda na sua frente.
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