Pet Viajante
Resposta direta

É obrigatório contratar empresa para levar Pet para o exterior? | A resposta que ninguém do mercado dá

Não. Nenhum país do mundo exige que você contrate uma empresa para levar seu cão ou gato acompanhado para o exterior. Todo o processo (microchip, vacina, sorologia quando exigida, CVI) pode ser feito diretamente por você, e o CVI é gratuito. A única exceção prática é quando o Pet viaja como carga (cargo), como no Reino Unido: aí a companhia aérea só aceita a reserva via agente de carga autorizado, que é uma figura logística, não uma 'empresa de assessoria'. A gente vive de fazer esse processo e ainda assim a resposta honesta é essa: contratar é decisão de gestão de risco, nunca obrigação legal.

O que a lei e os países exigem de verdade

Regras conferidas em setembro/2026. Do lado brasileiro, quem autoriza a saída do Pet é o Vigiagro/MAPA, por meio do CVI (Certificado Veterinário Internacional). O CVI é gratuito, emitido em nome do tutor, e não existe nenhum campo, taxa ou exigência de intermediário. Qualquer tutor pode emitir o CVI sozinho, inclusive online via e-CVI para vários destinos.

Do lado do país de destino, as exigências são sempre sobre o animal e os documentos: microchip ISO 11784/11785 aplicado antes da vacina antirrábica, vacina com carência de 21 dias, sorologia FAVN/RFFIT com resultado mínimo de 0,5 UI/ml para destinos como a União Europeia e o Japão, formulários próprios como o CDC Dog Import Form nos EUA. Nenhuma autoridade sanitária pergunta se você contratou alguém. O agente de imigração de Lisboa quer ver o certificado correto, não um contrato de assessoria.

Se alguém te disse que 'só empresa credenciada pode tirar os documentos', essa pessoa estava vendendo, não informando.

A única exceção real: cargo com agente de carga

Existe um cenário em que você, tutor, não consegue fechar o transporte diretamente: quando o Pet viaja no modal cargo (carga viva, voo separado do tutor). As companhias aéreas não vendem cargo para pessoa física: exigem um agente de carga habilitado (padrão IATA) para fazer a reserva e a documentação de embarque.

O caso clássico é o Reino Unido: Pet vindo do Brasil só entra como carga, com agente autorizado, e cães ainda precisam do tratamento contra Echinococcus na janela de 24 a 120 horas antes da entrada. A Austrália também opera por rotas aprovadas com desembarque em quarentena. Nesses destinos, alguma empresa vai participar do processo, querendo você ou não.

Só que atenção à diferença: agente de carga não é assessoria. Ele resolve a reserva e o manifesto de carga; toda a parte sanitária (sorologia, prazos, CVI, tratamentos em data exata) continua sendo responsabilidade sua, a menos que você contrate quem cuide do processo inteiro. É por isso que Reino Unido, Japão e Austrália pontuam 8, 9 e 10 no nosso Índice de Dificuldade para levar o Pet sozinho.

Então por que existem empresas como a Pet Viajante?

Pelo mesmo motivo que existe contador, despachante aduaneiro e agente de viagens: não é obrigação, é gestão de risco e de tempo. O processo do Pet é um encadeamento de prazos onde cada documento depende do anterior e vários vencem em dias. O erro não custa uma multa: custa a viagem.

Cerca de metade dos nossos clientes tentou fazer sozinho antes de chegar até nós. Não porque era proibido fazer sozinho: porque travou em algum elo da corrente. Em mais de 15.000 embarques para 70+ países, o que a gente vende não é permissão, é a certeza de que cada data cai no lugar certo.

Como decidir no seu caso (sem achismo)

Use dois critérios objetivos: a dificuldade do destino e o custo de um erro para você.

E existe o caminho do meio: você faz o que consegue e a gente audita ou assume o processo pela metade. Se travar, a gente confere o que você já fez e corrige a rota.

Perguntas frequentes

Algum país exige empresa ou despachante para o Pet entrar?

Não. As exigências dos países são sobre o animal e os documentos: microchip, vacina, sorologia quando aplicável e certificado veterinário. Nenhuma autoridade sanitária exige intermediário para cães e gatos acompanhados pelo tutor.

E o Reino Unido, não é obrigatório contratar alguém?

Na prática, sim, mas por outro motivo: Pet vindo do Brasil só entra no Reino Unido como carga (cargo), e companhias aéreas só aceitam reserva de carga viva via agente autorizado. Esse agente cuida da logística do voo, não da documentação sanitária, que continua sendo responsabilidade do tutor ou de quem ele contratar.

O CVI só sai com despachante?

Não. O CVI é emitido pelo Vigiagro/MAPA em nome do tutor, é gratuito e pode ser solicitado diretamente por você, inclusive online via e-CVI para vários destinos. Nenhum despachante tem acesso a algo que o tutor não tenha.

Contratar uma empresa dispensa alguma exigência do processo?

Não. O processo sanitário é exatamente o mesmo com ou sem empresa: microchip, vacina, sorologia quando exigida, prazos de espera e CVI. O que muda é quem gerencia o encadeamento das datas e responde pelos detalhes de companhia aérea e destino.

Quando vale a pena pagar assessoria mesmo podendo fazer sozinho?

Quando o destino exige sorologia e prazos encadeados (Europa, EUA, Ásia), quando a data da viagem não pode mudar, quando o Pet é braquicefálico ou de porte grande, ou quando o custo de um erro (mudança, passagens, exames refeitos) supera o valor da ajuda. Para Mercosul, um tutor organizado raramente precisa.

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