Os papéis que fazem seu Pet cruzar a fronteira. Quase todo processo travado que recebemos envolve um destes termos. Regras conferidas em setembro/2026.
O documento oficial que autoriza a saída do Pet do Brasil, emitido pelo Vigiagro/MAPA. É gratuito e tem validade curtíssima: 10 dias para a União Europeia. Sem ele, não há embarque internacional. Erro comum: agendar cedo demais e o CVI vencer antes do voo.
A versão eletrônica do CVI, emitida online pela plataforma do Governo Federal para vários destinos. Elimina parte da corrida ao balcão, mas os documentos anexados precisam estar perfeitos, porque a análise é feita à distância. Erro comum: anexar atestado fora do padrão e receber a recusa faltando dias para o voo.
Declaração do veterinário particular, emitida poucos dias antes da viagem, confirmando que o Pet está apto a viajar. É insumo do CVI e de exigências das companhias. Erro comum: emitir fora da janela de validade exigida pelo destino ou pela companhia.
Tradução oficial, feita por tradutor público, de documentos exigidos por alguns destinos e companhias. Custa em média R$ 200-600 por página. Erro comum: descobrir a exigência na véspera, quando não há tradutor disponível a tempo.
Certificação da Convenção de Haia que dá validade internacional a um documento brasileiro, feita em cartório. Alguns destinos pedem para certos papéis. Erro comum: apostilar o documento errado, ou não apostilar quando o destino exige.
Autorização prévia que alguns países (Austrália e Emirados, por exemplo) exigem ANTES de o Pet viajar. Sem o permit aprovado, o restante do processo não anda. Erro comum: comprar a passagem antes de ter o permit em mãos.
Formulário online obrigatório do CDC americano para todo cão que entra nos EUA, criado pelas regras de agosto/2024. Junta-se a ele a exigência de microchip e idade mínima de 6 meses. Erro comum: seguir tutorial anterior a 2024 que nem menciona o formulário.
Sistema eletrônico da União Europeia que registra e acompanha a movimentação de animais que entram no bloco, usado em alguns fluxos de viagem com Pet. Erro comum: assumir que o TRACES substitui o CVI, quando ele é um registro complementar.
Validação oficial do serviço veterinário do governo americano (APHIS/USDA) em certificados de animais que SAEM dos EUA. Se um dia você voltar ao Brasil ou seguir para outro país a partir dos EUA, vai encontrar esse termo. Erro comum: achar que o endosso vale para a ida Brasil-EUA, quando ele só existe no sentido contrário.
Aviso prévio obrigatório de chegada que alguns países exigem. No Japão, deve ser enviado ao menos 40 dias antes do voo. Erro comum: deixar para avisar depois de comprar a passagem, quando os 40 dias já não cabem no calendário.
É aqui que mora o dominó dos prazos: cada item depende do anterior, e a ordem importa mais que a pressa. Metade dos nossos clientes tentou sozinho antes e a maioria travou nesta seção.
Exame de sangue que mede se a vacina antirrábica gerou anticorpos suficientes no Pet. É obrigatória para a União Europeia, o Japão e outros destinos quando se parte do Brasil. Erro comum: coletar o sangue antes de cumprir a carência da vacina, invalidando o resultado.
Fluorescent Antibody Virus Neutralization: um dos dois métodos aceitos de sorologia antirrábica. É o nome que você verá em laudos e exigências do Japão e da Austrália. Erro comum: fazer um exame de anticorpos genérico em laboratório comum, que não vale para viagem.
Rapid Fluorescent Focus Inhibition Test: o outro método aceito de sorologia antirrábica, equivalente ao FAVN para fins de viagem. Erro comum: o mesmo do FAVN, confundir com exame comum de titulação sem validade internacional.
O resultado mínimo de anticorpos que a sorologia precisa atingir para ser aceita. Abaixo disso, o Pet precisa ser revacinado e o exame refeito. Erro comum: comprar passagem antes de ter o laudo em mãos, apostando que o resultado vai passar.
A primeira vacina antirrábica válida da vida do Pet, ou a primeira aplicada depois do microchip. É dela que se conta a carência de 21 dias. Erro comum: acreditar que a vacina anual antiga vale, quando ela foi aplicada antes do microchip e, para viagem, não existe.
Prazo mínimo entre a primovacinação antirrábica e qualquer etapa seguinte (coleta de sorologia, viagem para destinos simples). Erro comum: coletar o sangue no dia 15 e perder o exame inteiro.
Regra da União Europeia para quem parte do Brasil: o Pet só pode entrar no bloco 3 meses após a DATA DA COLETA do sangue da sorologia aprovada. Erro comum: contar os 3 meses a partir do resultado, e não da coleta, embarcando cedo demais.
Versão japonesa da espera: 180 dias contados da coleta da sorologia, além de 2 vacinas antirrábicas prévias. É o motivo de o processo Japão levar 7 a 8 meses. Erro comum: descobrir a espera depois de marcar a mudança, e o Pet ficar para trás.
A sorologia só vale se for processada por laboratório aprovado pelo destino. Resultado de laboratório comum é papel sem valor para viagem. Erro comum: pagar exame caro em laboratório não credenciado e refazer tudo, perdendo semanas.
Instituto de Tecnologia do Paraná, a referência brasileira de laboratório credenciado para sorologia antirrábica. A UE também aceita laboratórios aprovados fora do Brasil. Detalhe importante: o resultado demora semanas, então o TECPAR precisa entrar cedo no cronograma.
O país pode aceitar seu Pet e a companhia aérea dizer não. Esta seção explica o vocabulário do aeroporto, onde muita viagem correta no papel morre no balcão.
Caixa de transporte no padrão da associação internacional das companhias aéreas: tamanho proporcional ao Pet (em pé, girando e deitado com folga), travas, ventilação e piso absorvente. Custa de R$ 300 a R$ 2.500. Erro comum: comprar caixa pelo tamanho do Pet sentado e ser barrado na pesagem por caixa pequena.
A Live Animals Regulations da IATA, o regulamento técnico que define como animais vivos voam: caixa, manuseio, temperatura e documentação. É a régua que as companhias usam. Erro comum: discutir com a companhia usando a regra do país, quando quem manda dentro do avião é o regulamento da IATA e a política da própria companhia.
Modalidade em que o Pet pequeno viaja aos seus pés, dentro de bolsa ventilada, sob o assento. Limite típico de peso baixo (varia por companhia) e taxa média de US$ 125-200. Erro comum: reservar a passagem sem reservar a vaga do Pet, que é limitada por voo.
Modalidade em que o Pet viaja no porão pressurizado e climatizado da MESMA aeronave que você, despachado como bagagem viva (código AVI). Custa em média R$ 600 a R$ 3.000. Erro comum: assumir que toda rota aceita AVI, quando conexões e certas aeronaves não aceitam.
Modalidade em que o Pet viaja como carga, em voo próprio ou separado do tutor, com processo via terminal de cargas. Custa de R$ 5.000 a mais de R$ 20.000 e é a ÚNICA forma de um Pet do Brasil entrar no Reino Unido. Erro comum: descobrir a obrigatoriedade do cargo depois de comprar a própria passagem em voo sem opção compatível.
Empresa credenciada pela companhia para embarcar animais como cargo. No Reino Unido, a entrada exige agente autorizado no fluxo. Erro comum: tentar despachar cargo direto no balcão como pessoa física, o que a maioria das companhias não aceita.
Atestado de aptidão para voar, emitido pelo veterinário dias antes do embarque, exigido por muitas companhias além dos documentos do país. Erro comum: emitir fora da janela exigida pela companhia, que pode ser de poucas horas ou dias.
Bloqueio temporário de embarque de animais quando a temperatura na origem, conexão ou destino sai da faixa segura (calor ou frio extremos). Comum no verão americano e no inverno canadense. Erro comum: marcar voo de meio-dia em agosto e ter o embarque do Pet recusado na hora.
Pet de focinho achatado (bulldog, pug, shih-tzu, persa). Por risco respiratório, muitas companhias restringem ou proíbem essas raças no porão, e algumas em qualquer modalidade. Erro comum: montar todo o processo documental e só no fim descobrir que nenhuma companhia da rota aceita a raça.
Pessoa que viaja acompanhando o Pet na cabine no lugar do tutor, usada quando o tutor não pode voar junto. Não é regulamentada da mesma forma em todo destino. Erro comum: contratar serviço informal sem verificar se o destino aceita a entrada do Pet acompanhado por terceiro.
Quem decide o que: os órgãos brasileiros, os sistemas internacionais e os conceitos de regra que aparecem em toda pesquisa. Regras conferidas em setembro/2026.
Ministério da Agricultura e Pecuária, o órgão brasileiro responsável pelas regras de saída de animais do país. É a fonte oficial número um para quem faz o processo sozinho. Erro comum: confiar em tutorial de rede social em vez da página oficial do MAPA.
O braço do MAPA que atua em portos e aeroportos e emite o CVI. Trabalha com agendamento, e a agenda das unidades mais movimentadas lota. Erro comum: deixar o agendamento para a última semana e não encontrar vaga antes do voo.
Identificação eletrônica implantada sob a pele do Pet, lida por scanner. É a âncora de todo o processo: vacina e exames só valem se vinculados a um chip legível. Erro comum: o mais caro de todos, aplicar a vacina antirrábica ANTES do microchip, o que zera a validade da vacina para viagem.
O padrão internacional de microchip (15 dígitos) aceito por praticamente todos os destinos. Chips fora do padrão exigem que você leve seu próprio leitor. Erro comum: ter chip antigo fora do padrão e só descobrir na inspeção.
Período de confinamento obrigatório do Pet na chegada, em instalação oficial do destino. Hoje é exceção (Austrália, Nova Zelândia e casos de descumprimento de regra), não a norma. Erro comum: acreditar que "Europa tem quarentena" (não tem, se o processo estiver correto) ou que "Austrália libera sem" (não libera).
A instalação de quarentena pós-entrada da Austrália, perto de Melbourne, onde todo Pet importado cumpre no mínimo ~10 dias. A vaga precisa ser reservada com meses de antecedência. Erro comum: fechar datas de mudança sem ter a reserva de Mickleham confirmada.
Classificação que os EUA (CDC) e outros destinos aplicam a países onde a raiva canina circula. O Brasil está na lista americana, o que adiciona exigências para cães entrarem nos EUA. Erro comum: seguir o checklist simplificado de países de baixo risco, que não vale para quem parte do Brasil.
Na União Europeia, o Pet que chega de fora do bloco deve entrar por um ponto habilitado a fazer a conferência documental de animais de companhia. Erro comum: montar rota com chegada por aeroporto ou fronteira sem conferência habilitada.
Vermifugação específica contra a tênia Echinococcus, obrigatória para cães que entram no Reino Unido e em alguns outros territórios, aplicada por veterinário na janela de 24 a 120 horas ANTES da entrada. Erro comum: vermifugar na semana anterior, fora da janela, e invalidar o tratamento.
Nome genérico dos esquemas oficiais de viagem de animais de companhia, como o PETS britânico e o regime de "pet travel" da UE. Definem quem entra como animal de companhia e sob quais condições. Erro comum: aplicar as regras do pet scheme europeu ao Reino Unido, que saiu do bloco e tem regras próprias, incluindo a entrada do Brasil só como cargo.
Faltou algum termo? O guia completo por conta própria mostra onde cada um entra no processo, o Índice PV de Dificuldade dá a nota do seu destino e a página de prazos reais monta o calendário. Se você já começou e travou em algum destes termos, veja o que fazer quando o processo trava: a gente audita o que você já fez.
São dois métodos de laboratório para o mesmo exame: a sorologia que mede anticorpos da raiva. Para fins de viagem, ambos são aceitos, desde que feitos em laboratório credenciado (no Brasil, o TECPAR é a referência) e com resultado mínimo de 0,5 UI/ml.
Não. O atestado de saúde é emitido pelo seu veterinário particular e confirma que o Pet está apto a viajar. O CVI é o certificado oficial do governo, emitido pelo Vigiagro/MAPA a partir do atestado e dos demais documentos. O atestado é insumo; o CVI é o documento que vale na fronteira.
É a modalidade em que o Pet viaja como carga, despachado por terminal de cargas, em geral com agente autorizado, podendo ir em voo separado do tutor. Custa de R$ 5.000 a mais de R$ 20.000. Para Pets vindos do Brasil, o Reino Unido só aceita entrada nessa modalidade.
Porque a vacina só é reconhecida internacionalmente se estiver vinculada a um Pet identificável. Vacina aplicada antes do microchip não vale para viagem: será preciso revacinar após o chip e recomeçar a contagem de carência e, quando houver, de sorologia. É o erro mais comum e mais caro que recebemos.
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