Pet Viajante
Documentação

Quais vacinas meu cachorro precisa para viajar para fora do Brasil?

A vacina antirrábica é a única exigida por praticamente todos os países para cães vindos do Brasil. Ela deve ser aplicada após o microchip ISO, e na primovacinação só vale a partir de 21 dias depois da aplicação. Destinos como União Europeia, Reino Unido, Japão e Austrália exigem ainda a sorologia (titulação de anticorpos igual ou superior a 0,5 UI/ml), coletada no mínimo 30 dias após a vacina. Vacinas como V8/V10 e gripe canina não são exigidas na imigração, mas são recomendadas, e muitas vezes obrigatórias em creches e hotéis pet no destino. A Pet Viajante já validou o protocolo vacinal de mais de 15.000 pets com veterinários próprios.

Antirrábica: a única vacina universalmente exigida

Pode surpreender, mas a lista de vacinas obrigatórias para a imigração do cachorro é curta: raiva. É a única doença com exigência praticamente universal, porque é fatal, transmissível a humanos e o Brasil é classificado como país de alto risco de raiva por autoridades como o CDC americano.

Três regras fazem a antirrábica valer para viagem:

Todos os detalhes de datas, carimbos e erros comuns estão em vacina antirrábica para viagem internacional.

Tabela: vacinas exigidas e recomendadas por destino

DestinoVacinas exigidas na entradaExtras recomendadas
Argentina, Uruguai, ChileAntirrábicaV8/V10, gripe canina
Estados UnidosAntirrábica (CDC Dog Import Form)V8/V10, gripe canina, leptospirose
Portugal e União EuropeiaAntirrábica + sorologia ≥0,5 UI/mlV8/V10, gripe canina
Reino UnidoAntirrábica + sorologia + tratamento EchinococcusV8/V10, gripe canina
JapãoAntirrábica (2 doses) + 2 sorologias + espera de 180 diasV8/V10
AustráliaAntirrábica + sorologia + protocolos do permitV8/V10, conforme quarentena

Note o padrão: a exigência de imigração gira em torno da raiva e da sorologia. As demais vacinas entram como recomendação de saúde. Consulte as regras completas de cada destino em requisitos por país.

V8, V10 e gripe canina: por que tomar mesmo sem exigência

A V8 ou V10 (polivalente contra cinomose, parvovirose, leptospirose e outras) e a vacina contra gripe canina (traqueobronquite infecciosa) raramente aparecem em regras de imigração. Mas há três bons motivos para colocá-las em dia antes da viagem:

O ideal é aplicar essas vacinas com pelo menos 2 semanas de antecedência do voo, para dar tempo de resposta imunológica e evitar reações próximas ao embarque.

Validade da vacina: as regras que derrubam embarques

Grande parte dos problemas de embarque não é falta de vacina, é vacina que não vale para a regra do destino. Fique atento:

Esses detalhes são conferidos na emissão do CVI, o certificado oficial de saída do Brasil. Veja o processo em CVI passo a passo.

Vacina e sorologia: como uma depende da outra

Para União Europeia, Reino Unido, Japão, Austrália e vários outros destinos, a vacina antirrábica sozinha não basta: é preciso provar que ela funcionou. Essa prova é a sorologia, ou titulação de anticorpos.

O encadeamento é rígido:

Se a titulação vier abaixo de 0,5 UI/ml, é preciso revacinar e refazer o exame, o que adiciona 60 dias ou mais ao processo. O Japão exige duas titulações e uma espera de 180 dias após a última. É por isso que o processo completo leva de 60 a 180 dias na maioria dos destinos, veja a timeline em quanto tempo demora o processo.

Como a Pet Viajante monta o protocolo vacinal do seu cão

A Pet Viajante LTDA, fundada em 2023 pela advogada Luanna Lopes, tem veterinários próprios na equipe de cerca de 60 profissionais. Ao iniciar um processo, eles auditam a carteira de vacinação do cão e montam o cronograma exato para o destino: o que revacinar, quando coletar a sorologia e quais extras aplicar para a vida no novo país.

Esse trabalho evita o cenário mais frustrante do transporte internacional: descobrir na véspera que uma data de vacina invalida todo o processo. São mais de 15.000 pets transportados, nota 5,0 no Google e atendimento 24h em português.

Os serviços vão de R$ 800 (assessoria documental) a R$ 7.000 (serviço completo), com orçamento gratuito pelo WhatsApp +55 11 94244-2431. Veja também quanto custa o transporte internacional e o guia completo para começar.

Perguntas frequentes

Meu cachorro precisa de V8 ou V10 para entrar em outro país?

Na imigração, quase nunca. A exigência universal é a antirrábica. Mas a V8/V10 e a gripe canina são fortemente recomendadas e costumam ser obrigatórias em creches e hotéis pet no exterior.

Quanto tempo antes da viagem devo vacinar meu cachorro contra raiva?

Se for a primeira vacina (ou após vencimento), no mínimo 21 dias antes do voo. Se o destino exigir sorologia, a conta cresce: 30 dias entre vacina e coleta, mais 15 a 30 dias para o resultado, e em alguns países ainda há espera adicional.

A vacina aplicada antes do microchip vale para viajar?

Para a maioria dos países, não. A vacina antirrábica só é aceita se aplicada com o microchip ISO já implantado. Se a ordem foi invertida, será preciso revacinar e, quando houver sorologia, refazer o exame.

O que acontece se a sorologia do meu cachorro der abaixo de 0,5 UI/ml?

O resultado é reprovado. É preciso revacinar o animal, esperar 30 dias e coletar novo exame, o que adiciona pelo menos 60 dias ao processo. Por isso a Pet Viajante recomenda começar a documentação com bastante antecedência.

Vacina antirrábica de 3 anos é aceita para viagem internacional?

Depende do país e do que está registrado no atestado. Alguns destinos aceitam a validade de bula (até 3 anos), outros exigem reforço anual. Confirme a regra do destino antes de contar com a validade estendida.

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